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Esaf atualiza versão digital da plataforma de Educação a Distância

A Esaf concluiu neste mês de dezembro a migração da sua plataforma Moodle da versão 1.9 para a versão 2.7, com ganhos importantes para os usuários e para a gestão da formação online.

O Moodle é utilizado na Esaf desde 2008 e por ele já passaram mais de 160 mil alunos (os números do segundo semestre de 2016 ainda estão sendo contabilizados).

Trata-se de uma das plataformas de ensino mais utilizadas no mundo e por isso, já foi traduzida para 75 línguas. Suas vantagens se referem ao fato de ser gratuito e seguro, simples de instalar e de fácil acesso, por poder fazer uploads de qualquer tipo de ficheiro (apresentação de slides, documentos de texto, vários tipos de imagem, vídeos, página web, aplicações Java, escrita com símbolos matemáticos, etc).

Cada instituição ou usuário pode adaptar o Moodle à sua identidade visual. Como é uma plataforma de código livre, diversas pessoas criam novos módulos e funcionalidades em diferentes países e os disponibilizam para download gratuito. Ele adota um padrão de interoperacionalidade que garante a exportação e importação de conteúdos e a mudança relativamente fácil para outras plataformas que obedeçam ao mesmo padrão.

Novas funcionalidades e ferramentas

A versão 2.7, agora adotada pela Esaf, vem com novas funcionalidades, ferramentas e aplicativos/plug-ins que otimizam modelos de EaD em constante aperfeiçoamento. Para isso, é possível definir rotinas de melhoria, como por exemplo:

1. Otimizar o uso dos fóruns

Destinados às discussões sobre os assuntos estudados, os fóruns enriquecem o aprendizado incentivando a troca de ideias e experiências, além de ser uma ótima forma de avaliação do alcance da proposta do professor.

Os cursos podem otimizar o uso dessa ferramenta criando setorizações, como um Fórum de Discussão (destinado ao debate dos temas trabalhados), de Dúvidas (com esclarecimento sobre vários assuntos e não apenas o conteúdo trabalhado), de Notícias (como um mural onde o mediador publica notas sobre prazos, datas de atividades, esclarecimentos e informações relevantes à turma) e um Café Virtual, como forma de interação livre, sem mediação.

2. Apostar em chat’s

Na sala de bate papo virtual em tempo real, os horários devem ser pré-estabelecidos para garantir a participação. O mediador define o tema com ou sem roteiro pré-definido ou o deixa livre, mas faz intervenções enriquecedoras sobre o assunto, sem, contudo, limitá-lo demais para que não perca a naturalidade.

3. Usar a ferramenta Wiki

Criação de um espaço para a produção de textos coletivos. É interessante começar orientando os estudantes através de uma proposta inicial de tarefa coletiva. Como o Wiki é uma ferramenta que permite edição e atualização constantes, é importante orientar os alunos sobre o seu uso de forma que possam trabalhar cooperativamente. Limitar o prazo de participação informando a data de entrega aumenta a efetiva participação de alunos.

4. Usar a Biblioteca

Pode ser utilizada para postar materiais relativos ao conteúdo e também produções coletivas da Wiki ou textos individuais feitos ao longo do curso.

5. Integrar o Moodle com o e-mail

Uma forma muito interessante de manter-se atualizado sobre as interações do fórum é configurar a plataforma para integrá-la parcialmente com o e-mail pessoal dos usuários. Apesar de não poder responder a estas cópias de mensagens, a configuração para recebimento digest pode ser bastante útil, recebendo diariamente um e-mail apenas com os assuntos das mensagens enviadas ou o texto de todas as mensagens enviadas naquele dia. Dessa forma, é possível fazer um monitoramento mais eficiente do que está acontecendo entre os alunos.

6. “Gamificar” para atrair os estudantes

O recurso “Badges” foi implementado a partir da versão 2.5 do Moodle e permite, por exemplo, que administradores e professores premiem seus alunos com aquelas medalhas ou troféus sempre que um objetivo for alcançado ou uma etapa do curso concluída.

Enfim, para o usuário a nova versão permite maior interface com a plataforma, maior interesse com ferramentas motivacionais e atividades lúdicas, sem necessariamente ter que recorrer a materiais audiovisuais. Ganham os alunos, ganha a Esaf.

Um pouco da história do EaD na Escola

Sem registros documentais precisos, a primeira experiência de EaD na Esaf, relatada em depoimentos de antigos servidores, deu-se em 1975, no ano de inauguração da Escola. Por meio do Sistema Nacional de Ensino por Correspondência – SNEC, foram ofertados o curso Português e Redação Oficial e o curso de Introdução à Administração.

Em 1997 foi ofertado o curso de Progressão Funcional Vertical para servidores da Secretaria do Tesouro Nacional - STN e da Controladoria-Geral da União – CGU com a plataforma Lotus Learning Space.

Em 1999 ocorreu a primeira pós-graduação a distância ofertada pela Esaf: Contabilidade Prática Avançada a Distância, na plataforma do Serpro.

Depois disso, foi criada uma plataforma própria para Esaf, porém não aguentou a capacidade de alunos que possuía. Assim, em 2000 foi criado uma gerência (GEAD) voltada especificamente para projetos em educação a distância, seguindo uma tendência mundial de formação e capacitação por meio dessa modalidade.

Em 2008 foi implantada a plataforma Moodle, versão 1.9. A opção foi feita porque à época se esperava uma plataforma mais estabilizada. Desde então, a Esaf usa a plataforma Moodle, somando, portanto, oito anos.

(Texto produzido pela Diretoria de Educação a Distância da Esaf)