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Custos estão relacionados à sustentabilidade das ações governamentais

Realizou-se na Esaf/Sede ontem (24/11) o IV Encontro de Gestão de Custos do Setor Público, promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN.

O objetivo é fortalecer a temática de custos como ferramenta de gestão, demonstrar os mecanismos para detalhamento dos custos nos órgãos setoriais, bem como apresentar experiências na utilização de informação de custos no âmbito do Governo Federal.

Participaram do evento 240 servidores, integrantes dos órgãos setoriais, gestores públicos, membros de Comitês de Análise e Avaliação das Informações de Custos e demais servidores de órgãos e entidades públicas.

Abertura

A subsecretária de Contabilidade Pública do Tesouro Nacional, Gildenora Milhomem, afirmou que monitorar custos significa melhorar a qualidade do gasto e dar maior transparência do que a sociedade paga e do que retorna a ela em forma de serviços.

“Começamos a trabalhar a temática de custos de forma mais intensa em 2009, para responder às questões o quê, como e para que medir. Desenvolvemos metodologia, realizamos congressos e seminários e concluímos que é necessário um patrocinador, pois a informação de custos precisa vir do Siorg*, Siape*, Siope*, Siafi* e, mais recentemente, do Siads*, para que o ciclo de informação possa fechar. Estou à disposição para ir a qualquer órgão, falar com os gestores de vocês, para que ultrapassemos os obstáculos porventura existentes e para que o sistema seja implantado em todos os locais” argumentou a subsecretária Gildenora.

O coordenador-geral da Secretaria de Orçamento Federal/MP, Márcio de Oliveira, citou que, em um novo regime fiscal, o analista de custos terá maior preponderância na ótica da qualidade dos gastos, com as atividades de evitar desperdícios e apurar custos para a tomada de decisão. Falou da necessidade de integrar finanças, contabilidade, orçamento, controle e visão acadêmica, a fim dos programas governamentais terem aderência às necessidades da população.

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União esteve representando por seu diretor de Auditoria, Guilherme Mascarenhas. Ele enfatizou que o monitoramento de custos tira o caráter subjetivo das decisões. E afirmou que, apesar da seriedade do contexto, “não podemos desperdiçar uma crise”, porque o sistema de custos é um dos pilares para avançar e superar as dificuldades estabelecidas.

A frase que dá o título à presente matéria foi proferida pelo secretário especial de Controle Interno do Ministério da Fazenda, Francisco Bessa. Ele afirmou que informações de custos são o mais importante subsídio à tomada de decisões, pois os gestores não podem decidir com base no sexto sentido. Ele reforçou que é preciso disciplina para tomar decisões com base em dados e informações, pois há relação entre custos e sustentabilidade das ações governamentais.

Claudenir Brito Pereira, diretor de Riscos, Controle e Conformidade da STN, afirmou que observa evolução da gestão pública nos últimos cinco anos, fruto de trabalho pioneiro de cada um. Mensuração de custos é muito importante para a gestão de riscos, disse ele, quando conclamou os presentes a serem protagonistas em suas áreas de atuação, da mesma forma que na década de 80 os “siafeiros” (pessoas que trabalhavam com o sistema Siafi) também foram protagonistas.

As boas-vindas da Esaf foram dadas pelo diretor-geral adjunto, Ricardo Gomes, que se manifestou satisfeito pela Escola ter sido escolhida para acolher o evento e ser palco para a disseminação de conhecimento sobre o tema.

*Siorg – Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal

*Siape – Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos

*Siope – Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação

*Siafi – Sistema Integrado de Administração Financeira

*Siads – Sistema Integrado de Administração de Serviços.